Estudando Tempestades do Céu

Por Teagan Wall

Traduzido por Caroline Nascimento

Os Estados Unidos tiveram uma temporada áspera de furacões este ano. Os cientistas coletam informações antes e durante os furacões para entender as tempestades e ajudar as pessoas a permanecerem seguras. No entanto, a coleta de informações durante uma tempestade violenta é muito difícil.

Os furacões estão mudando constantemente. Isso significa que precisamos de muito dados precisos sobre a tempestade. É muito difícil aprender sobre os furacões enquanto estiver dentro da tempestade, e os instrumentos no chão podem ser quebrados por fortes ventos e inundações. Uma solução é estudar furacões de cima. A NASA e a NOAA podem usar satélites para observar as tempestades que são difíceis de estudar no solo.

Em Porto Rico, o furacão Maria era tão forte que eliminou o radar antes mesmo de atingir a terra. Os radares podem ser utilizados para prever o caminho e a intensidade de uma tempestade – e sem eles, é difícil dizer quão intensa ela será. Felizmente, os cientistas conseguiram usar informações de um satélite meteorológico chamado GOES-16, (abreviação de Satélites Ambientais Operacionais Geoestacionários – 16).

O “G” no GOES-16, significa “Geoestacionário”. Isso quer dizer que o satélite está sempre acima do mesmo lugar na Terra, então, durante o furacão Maria, nunca perdeu de vista a tempestade. O trabalho do GOES-16 como um satélite meteorológico ainda não começou oficialmente, mas estava coletando informações e conseguiu ajudar.

A partir de 22.000 milhas acima da Terra, o GOES-16 assistiu o furacão Maria e manteve os cientistas – no chão – atualizados. Saber a localização de uma tempestade – e o que está fazendo – pode contribuir para manter as pessoas seguras e obter ajuda para as que precisam disso.

Os furacões também podem ter um enorme impacto no meio ambiente, mesmo depois de terem ido embora. Para saber como o furacão Irma afetou a costa da Flórida, os cientistas usaram imagens de um satélite ambiental, chamado Suomi National Polar-orbiting Partnership, ou Suomi-NPP. Um dos instrumentos deste satélite, conhecido como VIIRS (Visible Infrared Imaging Radiometer Suite), tirou fotos da Flórida antes e depois do furacão.

O furacão Irma era tão grande e poderoso que movia enormes quantidades de sujeira, água e poluição. A informação capturada pelo VIIRS pode dizer aos cientistas como e onde essas partículas estão se movendo na água. Isso pode auxiliar com os esforços de recuperação e nos ajudar a conceber melhores maneiras de se preparar para os furacões no futuro. Ao usar satélites como o GOES-16 e o Suomi-NPP para observar tempestades severas, pesquisadores e especialistas permanecem atualizados de forma rápida e segura. Quanto mais sabemos sobre os furacões, mais eficazmente podemos proteger as pessoas e o meio ambiente deles, futuramente.

Para saber mais sobre os furacões, confira o NASA Space Place:  https://spaceplace.nasa.gov/hurricanes/

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