Adeus, Cassini!

Por Teagan Wall

Traduzido por Marco Centurion

No dia 15 de setembro, a nave Cassini fez sua última missão. Ela mergulhou no planeta Saturno, colhendo informações e enviando-as para a Terra até o momento em que isso foi possível. Ao mergulhar, ela se queimou na atmosfera do planeta, como um meteoro. A missão original da Cassini era para ter durado quatro anos, porém lá se foram mais de 13 anos!

Nesse tempo, a sonda viu e descobriu muitas coisas. Em 2010, a Cassini visualizou uma tempestade massiva no hemisfério norte do planeta Saturno. Durante essa tempestade os cientistas descobriram que a atmosfera de Saturno possui vapor d’água, o qual emerge para a superfície. A sonda Cassini, também pôde ter contato visual com a tempestade gigante no polo norte de Saturno. Essa tormenta possui formato de um hexágono. A NASA utilizou essas imagens e outros dados para descobrir como a tempestade ficou nesse formato hexagonal.

Titã e Encélado, duas das luas de Saturno, também foram observadas pela Cassini. Titã é a maior lua do planeta. Cassini levou um módulo de aterrissagem até Titã. Esse módulo, chamado Huygens, ejetou-se de Cassini até a superfície de titã descendo com um paraquedas, o qual mostrou Titã como um lugar fascinante! A lua possui mares, rios, lagos e chuvas. Isso nos leva a pensar que, de certa forma, a paisagem de Titã remete à da Terra. Entretanto, esses mares e rios não são feitos de água – são feitos de um químico conhecido como metano.

A sonda Cassini também nos ajudou a aprender que a lua Encélado é coberta por gelo e que abaixo desse gelo, há um gigantesco oceano líquido que cobre toda a lua. Grandes gêiseres deste oceano, expelem através de rachaduras no gelo para o espaço, como grandes sprays. Cassini voou sobre um desses gêiseres e com isso pudemos descobrir que esse oceano é feito de água muito salgada, juntamente com alguns dos químicos que podem permitir a vida.

Se existe vida em Encélado, os cientistas da NASA não querem que os seres vivos da Terra se misturem. Minúsculas formas de vida podem ter pego uma carona na Cassini quando esta partiu da Terra. Se estes germes ainda estão vivos, e pousarem em Encélado, eles poderiam crescer e se espalhar. Queremos proteger Encélado, para que se caso encontremos vida, termos certeza que esta não veio da Terra. A essa ideia dá-se o nome de proteção planetária.

Os cientistas se preocupam com caso a Cassini fique sem combustível, ela acabe chocando-se com Titã ou Encélado. Então, há alguns anos, eles bolaram um plano para prevenir que isso ocorra. A Cassini finalizou sua exploração, mergulhando em Saturno – de propósito. A nave se queimou e tornou-se parte do planeta que explorou. Durante seu mergulho final, Cassini nos enviou mais informações sobre a atmosfera de Saturno, e protegeu as luas ao mesmo tempo. Que fascinante modo de dizer adeus!

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