A junta de sistemas de satélites polares da NOOA revoluciona a observação terrestre

Por Ethan Siegel

Traduzido por Marco Antonio Centurion

Se você deseja coletar dados com uma variedade de instrumentos sobre todo um planeta o mais rápido possível, há duas opções a serem consideradas: o quão longe você está do ponto em questão, e qual orientação e direção você escolhe para orbitar. Para um único satélite, o melhor de todos os pontos é o de uma órbita polar baixa, o qual atende aos seguintes tópicos:

  • Orbite a Terra muito rapidamente: uma vez a cada 101 minutos;
  • Distância aproximada de 824 km de altitude para se obter imagens com definição incrivelmente altas;
  • Possuir cinco instrumentos separados, cada um com várias sondas para vários fenômenos climáticos;
  • E ser capaz de obter uma cobertura completa do planeta a cada 12 horas.

O tipo de dado que este novo satélite – A Junta de Sistemas de Satélites Polares-1 (JPSS-1) – obterá será essencial para previsões em climas extremos e em sistemas de alarmes, os quais poderiam mitigar severamente os impactos de desastres naturais, como o Furacão Katrina. Cada um dos cinco instrumentos à bordo são fundamentalmente diferentes em complementares entre si. Estes são:

  1. O Cross-track Infrared Sounder (CrIS), que mensurará a estrutura 3D da atmosfera, vapor d’água e temperatura em mais de 1.000 canais no espectro infravermelho. Este instrumento é vital para a previsão do tempo dentro de 7 dias adiantando-se aos eventos climáticos.
  2. O Advanced Technology Microwave Sounder (ATMS), que auxiliará o CrIS adicionando 22 canais de microondas ampliando as amostras de leitura de temperatura dentro de 1 Kelvin de precisão por camada troposférica.
  3. O instrumento Visible Infrared Imaging Radiometer Suite (VIIRS), que tira fotos visíveis e em infravermelho a uma resolução de 400 metros (1312 pés), permite-nos rastrear não somente padrões climáticos mas também incêndios, temperaturas marinhas, poluição luminosa noturna assim como observações na coloração oceânica.
  4. O Ozone Mapping and Profiller Suite (OMPS), que mensura o quanto a concentração de ozônio varia com a altitude, conforme o tempo e a cada localização da superfície terrestre. Este instrumento é uma ferramenta vital para o entendimento do quão efetiva é a penetração da luz ultravioleta na atmosfera.
  5. Finalmente, o Clouds and the Earth’s Radiant System (SERES) ajudará a entender o efeitos das nuvens no balanço energético da Terra, atualmente uma das maiores fontes de incerteza na modelação climática.

O satélite JPSS-1 é uma ferramenta de monitoramento climático sofisticada, e pavimenta o caminho para seus satélites irmãos, os JPSS-2, 3 e 4. Prometendo não apenar providenciar avisos rápidos e detalhados para desastres como furacões, vulcões e tempestades, mas também para efeitos de longo prazo como secas e mudanças climáticas. Equipes de emergencia, pilotos de aviões, návios de carga, agricultores e moradores de áreas costeiras, todos dependem do NOAA e do Serviço Nacional do Clima para informações de curto e longo prazo. A constelação de satélites JPSS expandirará e ampliará a capacidade de monitoramento em não muito tempo.

MAIO - ARTIGO
Créditos da imagem: um conceito artístico do satélite JPSS-2 para NOAA e NASA pelo Orbital ATK (acima); Mapa da temperatura completa do mundo pelo Serviço Nacional do Clima NOAA (abaixo).
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2 comentários sobre “A junta de sistemas de satélites polares da NOOA revoluciona a observação terrestre

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